
Começar a usar lentes de contacto do zero
Na primeira tentativa, quase ninguém consegue colocar uma lente à primeira. A quinta ou a sexta vez já sai. É assim para todos — e o caminho é sempre o mesmo.
A adaptação a lentes de contacto começa sempre com o mesmo quadro: a pessoa sentada à nossa frente, a piscar de mais, convencida de que é a única no mundo incapaz de colocar aquilo. Não é. Depois vem a quinta ou sexta tentativa, em que a lente entra sem drama, e o alívio de quem percebeu que o obstáculo era o treino, não o olho.
Antes de tocar na lente
A adaptação começa muito antes da primeira colocação. Medimos a curvatura da córnea, avaliamos o filme lacrimal e percebemos os momentos em que as lentes vão entrar na sua vida: desporto, horas de ecrã, dias de semana versus fim de semana. É desta conversa que sai o material certo — porque uma lente diária para quem treina à noite e uma mensal para quem trabalha ao computador são produtos diferentes, ainda que a graduação seja a mesma.
Colocação e remoção: o treino
Respirar fundo, olhar para um ponto fixo, pálpebra de cima imobilizada com uma mão e a lente assente no dedo indicador com a outra. Ensinamos o gesto passo a passo, com espelho e sem pressa — e o objetivo não é que consiga na primeira sessão, é que consiga sozinho em casa na segunda manhã. É normal treinar; é normal falhar. Não é normal doer: se doer ou picar, retire a lente e diga-nos.
Os cuidados que evitam as más surpresas
Vermelhidão que não passa, desconforto crescente ou visão enevoada com as lentes são sinais de alarme, não de adaptação. Suspenda o uso e fale connosco antes de insistir. No resto, o essencial resume-se a: mãos lavadas antes de tudo, produtos dentro da validade e o estojo trocado a cada três meses. Nada de água da torneira nas lentes — nunca.
