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Tonometria: o exame do sopro de ar

Saúde Visual

Tonometria: o exame do sopro de ar

Um sopro rápido de ar, um número na folha de resultados. A tonometria mede a pressão intraocular — um dos poucos avisos precoces do glaucoma que se pode apanhar em óptica.

Toda a gente que já fez o exame se lembra dele: um sopro de ar súbito, um sobressalto, e está feito. A tonometria mede a pressão intraocular — a pressão dentro do olho — e é um dos dados mais úteis que se recolhem numa avaliação em óptica, sobretudo a partir dos 40 anos. O motivo é simples: a pressão elevada é o principal fator de risco conhecido do glaucoma, uma doença que não dói e não avisa até ter tirado visão.

O que o número diz (e o que não diz)

Um valor de pressão intraocular numa gama normal é um bom sinal. Um valor alto não é diagnóstico de glaucoma — há pessoas com pressão elevada que nunca o desenvolvem — mas é o sinal que diz «isto convém ser acompanhado por um médico». O que a medição faz é separar quem segue a vigília normal de quem merece atenção especializada. Nesse papel, vale ouro.

Quem deve pedi-la

Incluímos a tonometria na avaliação a partir dos 40 anos, em quem tem histórico familiar de glaucoma e em quem já recebeu recomendação de vigilância. Entre esses grupos, a medição anual não custa nada e pode valer muito. Se nunca mediu a sua pressão ocular e entra em algum destes casos, peça-a na próxima visita.

Sinais que não esperam pela óptica

Há sintomas com urgência própria: dor ocular forte, olho vermelho com visão enevoada, halos à volta das luzes, perda súbita de visão. Qualquer um deles pede avaliação médica no mesmo dia. A medição em óptica é uma vigília; essas situações são emergências.